sábado, 5 de dezembro de 2009

Ryan Bingham - Mescalito

mescalito
alternative country / folk
lost highway
2007



quando é que uma grande gravadora como lost highway, com seu histórico de nunca menos do que contratações interessantes, você sabe que está diante de algo especial. o talentoso ryan surge com uma grande história para contar. cara rodado, apesar de jovem, gastou grande parte de sua vida em rodeios e dormindo nas ruas no oeste do texas/ new mexico, ryan acabou de encontro ao produtor e ex-guitarrista do black crowes, marc ford para juntos construirem um disco emocional que pede uma audição repetida. influenciado por bob dylan, bob wills bingham acrescenta o seu próprio sabor característico, com o seu uísque e vocais de fumo que deixam sua voz, algo como john prine em sweet revenge. as atualizações de mescalito criam um western swing perfeito para o século 21. trovador, ryan narra historias de má sorte que ecoam pelo disco em faixas como o tosco blues "don't wait for me" ou na atmosfera sensacional de "southside of heaven". o new mexico também contribui magnificamente com influências mariachi em "boracho station". uma das grandes promessas do country rock com um álbum que soa hoje como se ele fosse descoberto nos 70's.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

David Bazan - Curse Your Branches

Curse Your Branches
indie
Barsuk Records
2009



David Bazan trocou a certeza pela dúvida. Se outrora foi o porta-voz da música indie cristã, à frente do extinto Pedro The Lion, agora ressurge alinhado com o discurso agnóstico, questionando seus antigos valores e expondo seus dilemas numa espécie de terapia pública. Curse Your Branches, seu segundo trabalho solo (o primeiro foi o EP Fewer Moving Parts, de 2006), eterniza em 10 canções a fase de contestação do artista. O que não mudou – e para muitos é apenas isso que importa – foi a qualidade da sua música. A mesma voz sincera e emotiva que louvava agora “prega” o questionamento. “É difícil ser um ser humano decente”, canta Bazan logo na primeira faixa (“Hard To Be”), resumindo seu estado de espírito e, ao mesmo tempo, alertando o ouvinte para o que o aguarda no restante do álbum. Mas não pense que isso significa um disco soturno ou melancólico. O ritmo alegre de “When We Fell”, por exemplo, chega (quase) a destoar do peso das palavras, que em certo momento anunciam: “Se minha mãe chorar quando eu lhe disser o que descobri/ eu espero que ela se lembre que me ensinou a seguir meu coração/ E se você a intimidar, como fez comigo, com o medo da condenação/ então eu espero que ela possa vê-lo como você é”. Será necessário explicar com quem ele está travando esse diálogo? Bazan não chega a negar a existência divina, está apenas manifestando cansaço em tentar compreender o incompreensível. “Muito cheio de medo e de profecias para enxergar a revelação bem na minha frente/ cansado demais de tentar fazer as peças se encaixarem”, ele confessa em “Bearing Witness”, um indie rock com guitarras de influência country. Fechando o disco, a emocionante balada “In Stitches” comprova que, apesar dos seus esforços, tem sido difícil se afastar de Deus: “A tripulação matou o capitão/ mas eles ainda podem ouvir sua voz/ uma sombra na água/ um sussurro no vento/ em longas caminhadas com minha filha/ que ultimamente está cheia de dúvidas/ sobre você”. Em meio a tantas dúvidas e dilemas, uma coisa é certa: a música de Bazan continua necessária, honesta e bela. Agnosticamente bela. Por Marcelo Viegas

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Deerhunter - Microcastle/Weird Era Continued

Microcastle/Weird Era Continued
alternative
Kranky
2008



com ótimos riffs de guitarras, um acento mais pop e aliada dose de experimentalismo, o deerhunter, de bradford cox, lançou o duo microcastle/weird era continued. o resultado são álbuns iguais em cada bit ao irreprensível cryptograms em termos de qualidade, mas diferentes em alguns aspectos, o qual microcastle é mais trabalhado e o ritmo mais pop torna ele mais assessível, enquanto weird era continued é mais experimental, mas não menos empolgante. o lançamento simultãneo deve-se ao fato de microcastle ter vazado na internet. portanto, acredito que weird era continued tornou-se assessório obrigatório nesta compra casada, mas que nem por isso tirou o glamour deste que foi destaque no ano passado.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

The Swell Season - The Swell Season

The Swell Season
folk
Overcoat Recordings
2006



The Swell Season originalmente refere-se ao álbum de 2006 pelo músico irlandês Glen Hansard, vocalista de The Frames, e a cantora e pianista checa Marketa Irglova. alias, pode-se afirmar que existe dois pontos a ser observados aqui: o lado gren/frames o qual The Cost (2006) contribuiu com a linda "Falling Slowly" e "When Your Mind's Made Up" e o título do álbum, bem como da canção "The Swell Season" inspirado pela novela favorita de Hansard por Josef Skvorecky de 1975 com o mesmo título narrando sobre nazistas que ocuparam a Tchecoslováquia. a história centra-se no amor de um musico e sua busca por mulheres inatingíveis num país desmoronado. Como o livro, o álbum oferece as dores e as esperanças das pessoas que lutam para dar sentido a suas vidas.

1. This Low 2. Sleeping 3. Falling Slowly 4. Drown Out 5. Lies 6. When Your Minds Made Up 7. The Swell Season 8. Leave 9. The Moon 10. Alone Apart

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domingo, 29 de novembro de 2009

Johnny Cash & Bob Dylan - "Land Of The Free / Home Of The Brave" [ ultra rare cd ] plus bonus

"Land Of The Free / Home Of The Brave"[ ultra rare cd ]
folk / country
Wakpala
1969



eles já haviam se encontrado num talk show apresentado por cash e feito um memorável dueto, o qual, encontra-se a memorável "girl from the north country", entre várias pausas para fumar e troca de elogios. em 1969, johnny cash e bob dylan entram nos estúdios da columbia (nashville) para gravar 19 tracks.


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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rafael Castro - O Estatuto do Tabagista

O Estatuto do Tabagista
rock classico
independente
2009



Composto, produzido e lançado em paralelo com o álbum Raiz, sendo o contraponto deste, O Estatuto do Tabagista é onde Rafael Castro encarna um personagem forte e corajoso, exaltando toda a efemirade de sua própria conquista pessoal. Sendo um suposto legítimo herói da juventude, fica invulnerável lá além do superego, acendende o seu cigarro em qualquer lugar, solta fumaça na cara de qualquer pessoa e ri, como se ninguém tivesse a audácia de o mandar apagar.

(((((link)))))

01.Gente de Quem? 02.Inimigo 03.Canapés 04.Culpa, Abraço, Roupa, Coca-Cola 05.Esse Negócio De Se Preocupar 06.Ser 07.Por Não Ter Mais o Que Fazer

St. Vincent - "Actor"

"Actor"
alternative rock
4AD
2009



Antes de tudo, o que primeiro se ouve em “Actor“, o novo disco de St. Vincent, é uma espécie de coral, um amontoado de vozes em harmonia, que dura menos de dez segundos. O significado desses poucos segundos de coral que abrem o disco parece claro à primeira audição: o ouvinte está prestes a adentrar um outro espaço. Este espaço, sabemos já à metade do disco, é formado em sua essência pela originalidade da música de Annie Clark, o verdadeiro nome da garota de 26 anos conhecida como St. Vincent. Não por acaso, todas as vozes superpostas daquele coral são de Annie apenas.

“Actor”, já disse St. Vincent em diversas entrevistas, é um disco que foi composto com base em um tema específico: seus filmes prediletos. Que fique claro: o disco não é sobre filmes, não fala de filmes, de modo exato ou direto. Simplesmente, o disco foi composto por Clark tendo esse universo como principal fonte de inspiração. Por isso, tem o nome que tem. Levando em conta essa unidade frágil de tema e a forte unidade de timbre que perpassa todo o disco, podemos considerar “Actor” um dos poucos álbuns lançados este ano que realmente funcionam como disco, em seu sentido clássico: o long-play, do qual, por exemplo, o Radiohead já se mostrou disposto a distanciar-se.

Tomando como (óbvia) metáfora o ofício do ator, o que faz de “Actor” um trabalho original é a junção que faz de fantasia e realidade. À fantasia de “Actor” podemos associar um recurso muito frequente ao longo de todo o disco: quando a voz de Clark se faz mais leve e mais frágil e é acompanhada melodicamente por cordas e instrumentos de sopro – o que é muito claro em “The Neighbors”. Além desse, há o óbvio recurso da voz em reverb, utilizado, por exemplo, no coral que abre “The Strangers”, do qual falei no primeiro parágrafo.

Ao longo do álbum, St. Vincent muitas vezes desloca este espaço de fantasia de alguns momentos para um lugar mais próximo à realidade. E o recurso que Clark utiliza para isso é o que dá mais originalidade e identidade a “Actor”: a distorção estourada do contrabaixo e dos metais que toma de impulso a música, modificando-a por completo. Clark se utiliza dessa “quebra para a realidade” tanto gradativamente (em músicas como “Black Rainbow” e “Actor Out of Work”) como também de modo mais repentino (em “Marrow” e “The Neighbors”).

“Actor” cresce bastante quando ouvido como um disco uno. Todas as músicas são, por si só, muito boas; mas a experiência de escutá-las todas juntas, sem interrupção, vale mais e é o que faz de “Actor” um dos melhores discos lançados em 2009. No entanto, “Actor” é, de um modo muito singelo, apenas um ótimo disco para se voltar de tempos em tempos. Não é um disco que se pretende revolucionário ou a algo de grandioso. Não à toa, Annie Clark diz, já no primeiro verso da primeira música, bem sincera: “Lover, I don’t play to win“. Mas ganha. por Vinhal

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Morten Harket - Letter From Egypt

Letter From Egypt
pop
polydor
2008



uma longa viagem por caminhos a serem desbravados dispençam possíveis assombrações que queiram arrastar correntes sobre este trabalho individual de morten harket (voz do a-ha), o quarto disco de sua carreira solo. endereçada a quem encontrar, letter from egypt são conselhos em uma carta escrita, até certo ponto, de forma rabugenta ("você é um tolo por usar a força para passar por portas abertas"), mas que tem um forte apelo emocional. harket é profundo em suas letras, fala de simplicidade e perda com boa dosagem de tristeza e esperança, como quem diz: se tudo vai mal, olhe pra mim, eu estou aqui! a voz muito bem afinada, entona melodias envolventes como se ouve em "darkspace", "we'll never speak again" ou "should the rain fall". letter from egypt são mostras definitivas de um morten reflexivo, melancolico, bem diferente do pop cativante do a-ha num disco agridoce e sobretudo, imperdível.

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1.Darkspace 2.Send Me an Angel 3.Well Never Speak Again 4.There Are Many Ways To Die 5.With You With Me 6.Letter from Egypt 7.A Name is a Name 8.Movies 9.Shooting Star 10.Anyone 11.Should the Rain Fall 12.The One You Are

sábado, 21 de novembro de 2009

Pink Floyd - Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980/81

There Anybody Out There? The Wall Live 1980/81
Symphonic Rock
sony
2000



"acabou? richard wright morreu. o fato de não haver um fim oficial por parte de gilmour, mesmo após a morte do tecladista, mantem a chama acesa e quem sabe vir a ouvir um real the final cut, um último ato, porque pink floyd faz mais do que música, faz sinfonia. the wall, atom heart mother, the dark side of the moon, wish you were here ou animals não são álbuns clássicos, são obras antologicas, cuja missão é uma só: renovar gerações! ouvir the wall live é voltar trinta anos no tempo, um sonho mágico que aperta o coração pela vontade de ter estado lá. a imaginação não conforta. acabou? não! pink floyd é uma griff enigualavel, um estilo."
(Julia valentine , "eu comprei esse disco em 2001")


Sim Roger, estou aqui!! A Brazilian is growing a tree e isso não é um milagre, posso te assegurar! Milagre foi, depois de 20 anos de espera, ter em minhas mãos a edição oficial desse documento sonoro que foi, sem dúvida alguma, o maior espetáculo do Rock-Teatro de todos os tempos: The Wall Live!

Is There Anybody Out There? retrata soberanamente, e com uma qualidade sonora digna das mais modernas técnicas de gravação ao vivo, uma compilação das melhores músicas apresentadas nos shows de Earls Court, entre os períodos de 4 a 9 de agosto de 1980 e 13 a 17 de junho de 1981.

Para começar a minha resenha, apresento duas pequenas reclamações concernentes a este lançamento oficial. A primeira é pelo fato de terem cortado, ao menos pela metade, a participação do mestre de cerimônias, aquele sujeitinho que anuncia a chegada da banda. Sua participação insólita traz um clima cômico no início do espetáculo, quebrado abruptamente pela velocidade e intensidade da In The Flesh. Na minha opinião, o show já tinha começado com o mestre de cerimônias... A partir da In The Flesh, em sua importante entrada, marca-se a seriedade que será apresentado o tema central do espetáculo (o show propriamente dito foi uma das obras mais maravilhosas do Rock’n’Roll). Minha segunda, e quem sabe, insignificante reclamação foi não poder ter a chance de sentir a emoção do pós-show. Eles poderiam ter deixado registrado oficialmente alguns minutos da ovação dos espectadores após o término do espetáculo! Isso nos daria a impressão de estar lá, (re)vivendo aquele momento sublime, de ter passado ileso por todo aquele mar de som... Mas é claro que esses dois pontos não retiram, nem obnubilam, o brilhantismo do espetáculo!

No começo os músicos de suporte aos “Floyds” (Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright) entram mascarados, o que certamente confunde os espectadores. Essas máscaras estão retratadas na capa do CD e cassete. Quando aparecem os verdadeiros “Floyds” em frente à cena, a partir da segunda música, o show “vem abaixo”, de tanta emoção. The Wall foi uma visão de Roger Waters. Um documento autobiográfico. Roger trouxe à consciência esse desejo, logo depois do espetáculo final da turnê Animals, de 1977, no Estádio Olímpico de Montreal, no dia 6 de julho. Nesse dia, os fogos de artifício tomaram conta do estádio, e uma bomba estourou bem em frente ao palco, quando Roger cantava a balada Pigs On The Wing. O susto do cantor associado ao temor do fato e a indignação de que o público não estaria interessado em suas letras fez que com que Roger parasse o show e, num rompante de raiva, cuspisse num dos fans que gritava incessantemente! Este fato surreallista fez com que Roger se desse conta que ambientes intimistas seriam mais adequados para apresentações de shows de Rock.

David Gilmour, em entrevista concedida à Radio WZLX de Boston, afirma que Roger sempre se preocupou em saber se os espectadores estavam conseguindo escutar suas letras, carro chefe de suas obras. Nick Mason não apenas confirma essa afirmação, mas indica que essa preocupação era mais de Roger mesmo, pois a preocupação dos outros integrantes da banda era com a parte musical em primeira instância, e teatral, subsequentemente. Mas como mentor intelectual dos álbuns conceituais da banda e possuidor de uma personalidade forte, Roger acabava por impor as suas vontades… Entretanto, representar The Wall foi o estopim de um processo interno que o incomodava muito. Na verdade, pode-se dizer que a partir dessa turnê Roger se conscientizou, definitivamente, de que ele nunca mais gostaria de se apresentar em grandes estádios. Segundo ele próprio, “isso é uma contradição! A cada vez que se quer aproximar-se do público [em um movimento de direção mais intimista], os grandes estádios nos colocam em palcos cada vez mais afastados do público, estimulando apenas uma idolatria e não uma conscientização e uma apreciação crítica do espetáculo”. Rick Wright, que enfrentava problemas pessoais muito sérios, tinha uma influência muito limitada na banda. Esses problemas ocasionaram sua saída, oportunamente.


Foram situações como essa que acabo de descrever que, de certa forma, contaram para o impedimento do lançamento desse material, anteriormente. Devemos, contudo, agradecer a Harry, filho de Roger, por tê-lo convencido a concordar com esse lançamento, alegando que existe um mercado importante de pessoas interessadas em performances ao vivo (Harry coleciona os shows da banda Phish). Thanks Harry, you was great!!!

Bem, depois de apresentar essa série de informações e opiniões pessoais, cabe comentar o lançamento propriamente dito, não acham? Eheheh

O CD foi lançado em duas versões: uma edição limitada e uma edição regular. A edição limitada é um long box onde se destaca um livro de capa dura que apresenta fotos inéditas, informações gerais e ainda entrevistas. Na edição regular encontra-se dois livretos como se fosse uma síntese das informações contidas na primeira. Os discos são os mesmos, embora a definição da imagem no disco feito na Inglaterra seja de melhor qualidade do que a impressão americana.

Honestamente, eu aconselho a compra da edição limitada apenas para fans mais dedicados. Fans ocasionais deveriam, ao menos essa é a minha opinião, optar pela edição regular*, ela é mais econômica e traz um resumo das melhores imagens e informações. A versão em cassete, embora bem interessante, eu desaconselho pois o cuidadoso trabalho de remasterização é melhor sentido na versão em CD. Mas é claro que para as coleções especializadas, esta é uma peça que não pode faltar.

Concluindo, conhecedores ou não, fans ou não, colecionadores ou não, o The Wall Live veio para ocupar um espaço importantíssimo na história oficial do Rock, na história dos espetáculos ao vivo! O Rock-Teatro “The Wall Live” não é apenas um espetáculo ao vivo, é uma perfeita sincronia entre música (rock) e representação teatral, onde a falta de um interfere na presença do outro! Portanto, esperemos agora o próximo passo: o lançamento da versão The Wall Live em vídeo, para que possamos nos deliciar plenamente.

Roger, eu daria tudo para assistir em vídeo o teu sapateado em frente a mais de 70 mil pessoas, em Dortmund (Alemanha), apenas para ocupar os cinco minutos que faltaram para finalizar a construção do Muro... Tuas atitudes criativas são mesmo um show à parte! Por MB

Shine On,

Disc 1: 1. Master of Ceremonies 2. In the Flesh? 3. The Thin Ice 4. Another Brick in the Wall, Pt. 1 5. The Happiest Days of Our Lives 6. Another Brick in the Wall, Pt. 2 7. Mother 8. Goodbye Blue Sky 9. Empty Spaces 10. What Shall We Do Now? 11. Young Lust 12. One of My Turns 13. Don't Leave Me Now 14. Another Brick in the Wall, Pt. 3 15. The Last Few Bricks 16. Goodbye Cruel World Disc 2: 1. Hey You 2. Is There Anybody Out There? 3. Nobody Home 4. Vera 5. Bring the Boys Back Home 6. Comfortably Numb 7. The Show Must Go On 8. Master of Ceremonies 9. In the Flesh 10. Run Like Hell 11. Waiting for the Worms 12. Stop 13. The Trial 14. Outside the Wall

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

M. Ward - Hold Time

Hold Time
Merge
folk
2009



Depois de uma muito bem sucedida aventura com a actriz/cantora Zooey Deschanel na dupla She & Him, M. Ward regressa aos discos de originais com um desafio principal: de provar a consistência de um disco como Post-War e de pelo menos estar à altura das expectativas. Mais vale dizê-lo já: o objectivo foi alcançado, porque Hold Time é muito provavelmente o melhor disco que este norte-americano lançou até aos dias de hoje. De forma despretensiosa e simples (parece quase fácil nas suas mãos), M. Ward conseguiu um conjunto de canções onde tudo faz para que se possa reflectir a lustrosa paisagem musical americana.

As canções estão diferentes, no entanto. Há mais luz neste disco, há mais esperança nas entrelinhas ainda que M. Ward se possa estar a debater com temas perecíveis e circunspectos. O melhor exemplo disso, para além da inicial “For Begginers”, só pode ser “Rave On”, com a participação da encantadora Zooey Deschanel: uma canção intemporal, de sol a bater na cara, com a dose certa de saudosismo para não fazer transbordar o copo. Estão aqui todas as boas razões para perseguir o trabalho de M. Ward nos próximos tempos: os arranjos, o texto, a profundidade, a largura musical, a América em suspenso.

Hold Time segue uma toada serena e paisagista mas admite interferências declaradamente rock: “Never Had Nobody Like You”, também com Zooey Deschanel, resvala para guitarras proeminentes e pianos cabaréticos, algum feedback e muita atitude. Mas o disco pertence à sua qualidade acústica, à delicadeza das guitarras não eléctricas e à candura ou pelo menos a algo intermédio: “Jailbird” é enternecedora na sua fragilidade, “Fisher Of Men” perde-se de amores entre violinos e sofre um contágio melodioso admirável. Mas mais do que valer por uma ou duas canções separadamente, Hold Time vale pelo seu conjunto, pela sua coesão. É, sem sombra para dúvidas, um dos melhores discos de canções que 2009 verá até ao final dos seus dias. Por André Gomes

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